Por uma educação mais inclusiva: o uso do aplicativo ProDeaf em sala de aula
Por
uma educação mais inclusiva: o uso do aplicativo ProDeaf em sala de aula
Por: Cléria Moreira
Silva, 1676612, 2017/7
Polo: Teixeira de Freitas
Data: 12/09/2017
Fonte: Disponível em< http://prodeaf.net/>
Acesso em 05 set. 2017.
Com
o objetivo de facilitar a comunicação e contribuir no ensino-aprendizagem de
alunos surdos. Nessa perspectiva, tecnologias têm sido produzidas e
aproveitadas pelos professores com a finalidade de garantir aos discentes um
ensino que possibilite a inclusão. Contudo nem sempre essa discussão foi
firmada, ao observar a história da educação brasileira se perceber que é
marcada por fortes exclusões das classes menos favorecidas. Conforme a autora Sabrina Moehlecke (2012), o ensino era
exclusivo a elite. A trajetória da educação esteve marcada pelas exclusões e
privilégios de um determinado grupo. Dentro desses grupos marginalizados,
encontram-se os surdos, que foram por muito tempo associados pela sociedade
como incapazes, ignorantes, sendo vistos como pessoas merecedoras de piedade
desde a Antiguidade.
“Segundo Goldfeld (2002, p. 28), a crença
de que o surdo era uma pessoa primitiva fez com que a ideia de que ele não
poderia ser educado persistisse até o século XV. Até aquele momento eles viviam
à margem da sociedade e não tinham direito assegurado”.
Observa-se
que os discursos de inferioridade aos surdos justificavam a segregação dessas
pessoas na sociedade. Contudo ressalta-se que se vive em um mundo em que o apelo
à inclusão é recorrente devido os princípios da democracia.
A
constituição de 1988 traz como objetivos primordiais promover o bem de todos,
assim como a igualdade entre todas as pessoas.
No artigo 205 é declarado a
educação como um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da
pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho.
No artigo 206, inciso I, estabelece a
“igualdade de condições de acesso e permanência na escola”, como um dos
princípios para o ensino e garante como dever do Estado, a oferta do
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de
ensino (art. 208).
As
Diretrizes e Base da Educação Nacional- Lei nº 9.394/96, no artigo 59,
estabelece que o ensino deve garantir aos estudantes o atendimento de acordo
com suas condições. Sendo assim, com
objetivo de atender as demandas de uma escola mais inclusiva o Colégio Estadual
Monte Pascoal localizado no município de Eunápolis- BA, realizou no dia 01 de
setembro através da professora Valdira responsável pela disciplina de
sociologia na turma do 1º ano do ensino médio, composta de 30 alunos, sendo 4
surdos com faixa etária de 14 à 16 anos uma aula diferenciada e interativa. A
aula aconteceu no laboratório de informática, o espaço contém 15 computadores,
todos se encontram em perfeito estado, pela quantidade ser inferior ao
quantitativo de alunos ficou estabelecido dois discentes por computador. A professora promoveu uma aula mais produtiva
por meio do uso do aplicativo ProDeaf, o interessante desse sistema é que ele pode ser usado no computador e ser baixado
no telefone, de acordo com a professora alguns alunos tem esse aplicativo no
celular, assim como ela, aprendendo um pouco dessa língua para facilitar na
comunicação com os colegas.
Esse sistema transforma pequenas frases
faladas em libras, possui dicionário, além de possuir uma área na qual a pessoa
pode criar o seu próprio sinal. Para ter acesso a esse sistema basta à pessoa
se cadastrar no site[1],
ou utilizar a conta do facebook. O objetivo da aula consistiu em permitir a
inclusão e uma interação entre os estudantes auditivos com os surdos por meio
do contato com a língua de sinais- LIBRAS, facilitando na exposição do
conteúdo. A professora entrevistada relata a carência de intérpretes de libras
em sala de aula, a escola em que trabalha falta profissional capacitado em
língua de sinais, o que ela sabe é mediante cursos e aplicativos como HandTalk,
ProDeaf, entre outros, que ajuda-a na hora da comunicação com os alunos surdos.
Apesar de seus esforços, a entrevistada destaca que há empecilhos, nem todos
possuem celulares e não é sempre que ela pode usar o laboratório de informática
para que possa ter uma aula mais produtiva. Destacando a importância de um
olhar mais atento do Estado na educação, principalmente na preparação de
profissionais para que haja uma inclusão de fato.

Comentários
Postar um comentário