NÃO HÁ MAIS O QUE SEGREGAR: VAMOS INTEGRAR!
NÃO HÁ MAIS O QUE
SEGREGAR: VAMOS INTEGRAR!
Por Marina de Souza Saúde Santos
Polo Teixeira de Freitas- BA
Data 14/09/2017
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Fonte:portaleducacaopi.com.br
Desde 2 de janeiro de 2016 entrou em
vigor a Lei Brasileira de inclusão, com isso os professores, coordenadores
pedagógicos e diretores tiveram que rever o seu papel na educação escolar,
desenvolvendo métodos para inclusão de alunos com deficiência, integrando dentro
da sala de aula novas tecnologias que vão de fato auxiliar o ensino
aprendizado, de acordo a necessidade de cada aluno, para dar condições de
educação iguais a todos e garantindo que cada um seja independente e tenha
qualidade de vida.
Na educação o processo de inclusão se refere
especificamente à inserção escolar de alunos com deficiências. De acordo o
artigo 1° da Lei Brasileira de Inclusão, vai assegurar condições de igualdade
visando à cidadania, isso não significa apenas ser matriculado em uma escola;
compreende infraestrutura adaptada para locomoção, professores e corpo
administrativo qualificados, material didático adequado, ou seja, recursos que
viabilizam um atendimento diferenciado, apoiando o processo de inclusão
educacional das pessoas com necessidades educacionais especiais, respeitando a
singularidade de cada indivíduo através de observação de cada situação em
particular (a expressão corporal e facial, as acomodações, os gestos, etc.).
Bersch, (2008, p. 132) afirma: “A
inclusão trás consigo o desafio de não só acolhermos os alunos com deficiência,
mas de garantirmos condições de acesso e de aprendizagem em todos os espaços,
programas e atividades do cotidiano escolar. Por isso, o atendimento
educacional especializado aparece como garantia de inclusão”.
Segundo a tese de um site chamado
BLAKBOARD, Existem três coisas importantes que o docente precisa saber para
criar uma sala de aula genuinamente inclusiva.
1° “Pedagogia inclusiva como
aprendizado. Como será alcançado esse aprendizado, e fornecer meios para ajudar
os alunos a terem êxito”.
2° “Conteúdo inclusivo. O qual será
aquele que o docente oferecerá. Revisar o conteúdo, e tirar aquilo que não
atenda as expectativas”.
3° “As ferramentas e a tecnologia
inclusiva, na qual o docente usará em sala de aula, levando em consideração
como as tecnologias vão impactar as pessoas com necessidades especiais.
Interagir e ajustar essas tecnologias conforme a necessidade de cada aluno”.
O aprendizado baseado em jogos foi,
por exemplo, um dos aspectos apontados pelo estudo “As Perspectivas Tecnologias
para o Ensino Fundamental e Médio Brasileiro de 2012 a 2017: Uma Analise
Regional do NMC Report”. Criado por diversas entidades brasileiras e divulgadas
há cinco anos, ele foi assertivo em diversos aspectos e a maioria das
tendências apontadas pelo projeto ganha cada vez mais força na educação
brasileira.
Podemos citar como exemplo a ser
seguido é o da Escola Municipal José de Calazans, situada em Belo Horizonte, a
qual tem desempenhado um papel importantíssimo reconhecendo que é tempo de
mudança e atribuindo a escola projetos de inclusão para alunos com deficiência.
A escola foi construída dentro de uma
perspectiva inclusiva, com rampas e banheiros adaptados para quem tiver
dificuldade de locomoção. Muitos dos materiais utilizados foram elaborados pela
própria instituição, garrafas e tampinhas de plástico servem para trabalhar
conceitos de matemática, como os de quantidade, com os deficientes visuais. Com
o mesmo objetivo os alunos com dificuldades motoras usam um jogo de memoria que
é montado com rodinhas de madeira serrada de um cabo de vassoura, o que
facilita o seu manuseio. Jogo da velha com objetos em relevo são úteis aos
alunos com deficiência visual e motora. Providenciar a aquisição de materiais é
uma maneira de a escola proporcionar uma melhoria no atendimento e promover
processos de aprendizagem e igualdade de condições, além da economia de
recursos.
Existem outros meios, que as escolas podem
incluir na metodologia de ensino que é o teclado alternativo, os livros em
áudio, planilhas eletrônicas, sublinhadores e organizadores gráficos, softwares
para reconhecimento de fala, leitores de tela e sintetizadores de voz,
Outro recurso satisfatório é mesa digital
conhecida como Play Table que é a primeira mesa digital desenvolvida no Brasil,
totalmente interativa e multidisciplinar. Seus jogos e aplicativos são
projetados por professores e especialistas em diversas áreas, justamente para
utilizar uma linguagem mais adequada para as crianças e para manter o conteúdo
adequado às diretrizes do MEC. A tela é sensível ao toque humano, quanto aos
outros materiais como plástico feltro e metal. Por sua fácil usabilidade e os
diferentes níveis de aprendizado entre outras características ela e considerada
uma eficaz tecnologia de inclusão.
Portanto concluímos que não há mais o
que segregar, temos que integrar. Quanto à escola sendo inclusiva e estando bem
estruturados no ponto de vista tecnológico, os alunos vão ser bem desenvolvidos
e alcançarão maior independência e aquisição de competências que possibilitarão
aptidão para enfrentar no cotidiano numerosas situações, e ter cada vez mais
qualidade de vida.

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